quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA
20 de Setembro. Há 69 anos deste dia santo:
Você atacou nossa casa, nosso nome, nossa gente. Distribuiu panfletos na porta do Palestra Italia, querendo que a sociedade tomasse conhe
cimento que ali era o castelo de um bando de fascistas. Espalhou que estávamos contra o Brasil, como se já não fossemos, todos, brasiliani no coração.
Nós nos defendemos com a hombridade que você nunca vai conhecer. Com lanternas ao anoitecer, com barris de combustível se preciso fosse – e se preciso fosse nos juntaríamos às cinzas daquilo que conquistamos nesta terra.
De lá par
a cá foi sempre essa coisa repulsiva, esse comportamento passivo-agressivo que beira o ridículo. Por vezes você nos enreda em mistérios indissolúveis; o mistério do Armando Marques, o mistério da contraprova, o mistério do gás… E quando menos se espera, ataca, se esquivando às consequências: esburaca o próprio estádio para não
ver nossa torcida explodir, tenta matar essa torcida dentro do Pacaembu – porque não sabe perder; pede mais dinheiro público, se esquecendo que é o maior devedor previdenciário entre os clubes do estado. Cunha na mídia a expressão “esquema Parmalat” – porque é muito humilhante para você perder para um povo.
E se eu sou fascista, você não tem raça. Nem fibra, não tem gosto na boca porque não tem alma.
20 de Setembro, há 69 anos deste dia santo:
Nascemos campeões
. Você fugiu. Não contava com Adalberto Mendes – e acho que se cagou só de olhar para o queixo de Oberdan Cattani, entrando em campo de Azul. Era a Itália que resistia. Sob aplausos de um povo generoso que você queria ver nos apedrejando. Você fugiu.
A partir dali nos tornamos ainda maiores. Molti nemice, molto onore. O Time do Século. Pra você poder enfiar no cu aqueles jipes toyotas. Pra você sobrou um bêbado, um anão, a casca inóspita de um anti-estádio e a fama de ser puta.
Por isso estou aqui. É ódio. E este ódio será tua herança.
